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O que significa Ecossistema de Inovação?

Uma inovação pode acontecer em qualquer lugar, de qualquer forma. Mas a inovação sistêmica, como é a que nós vemos no Silicon Valley, em Tel Aviv ou em Singapura, por exemplo, onde um território gera empreendedores, produtos, processos e serviços inovadores sistematicamente, requer um solo especialmente fertilizado. É isso que os especialistas têm chamado de “ecossistema de inovação”.

Ecossistema de Empreendedorismo e Inovação é, portanto, um conjunto de atores e elementos necessários para que a inovação e os empreendimentos inovadores aconteçam.

Para desenvolver um ecossistema é preciso projetar um ambiente que atraia ou forme:

PESSOAS COM IDEIAS
+
PESSOAS COM TALENTO
(técnicos, criativos e empreendedores)
+
PESSOAS COM CAPITAL.

O ecossistema é fundamental porque favorece a conexão. E, a conexão é o combustível da inovação

Desenvolver um ecossistema é conectar as pessoas. E, para que essa conexão aconteça precisamos reduzir todos os tipos de barreiras que existem entre as pessoas. Temos as barreiras criadas artificialmente, que dificultam o nascimento dos empreendimentos: excesso de formalidade, burocracia, morosidade, leis e tributos inconsistentes.

E, há as barreiras menos visíveis: as naturais. Barreiras que, por não serem percebidas e combatidas, fazem os governos desperdiçarem milhões e milhões em grandes estruturas para a ciência e tecnologia e inovação que simplesmente não funcionam, não geram inovação (BID, 2014). São elas: barreiras geográficas (distância, que podemos superar com tecnologia); falhas nas redes sociais (as pessoas não pertencem às mesmas redes e, portanto, não se falam); cultura e língua (as pessoas não se entendem, inclusive, as que falam a mesma língua); falta de confiança (as pessoas têm medo de trabalhar juntas, de compartilhar, de abrir seus conhecimentos).
(Victor Hwang).

Desenvolver um ecossistema é conectar as pessoas. E, para que essa conexão aconteça precisamos reduzir todos os tipos de barreiras que existem entre as pessoas. Temos as barreiras criadas artificialmente, que dificultam o nascimento dos empreendimentos: excesso de formalidade, burocracia, morosidade, leis e tributos inconsistentes.

E, há as barreiras menos visíveis: as naturais. Barreiras que, por não serem percebidas e combatidas, fazem os governos desperdiçarem milhões e milhões em grandes estruturas para a ciência e tecnologia e inovação que simplesmente não funcionam, não geram inovação (BID, 2014). São elas: barreiras geográficas (distância, que podemos superar com tecnologia); falhas nas redes sociais (as pessoas não pertencem às mesmas redes e, portanto, não se falam); cultura e língua (as pessoas não se entendem, inclusive, as que falam a mesma língua); falta de confiança (as pessoas têm medo de trabalhar juntas, de compartilhar, de abrir seus conhecimentos).
(Victor Hwang).

Existem muitos estudos evidenciando que o nível de confiança entre as pessoas é proporcional ao nível de desenvolvimento de um território. Logo, a falta de confiança também acompanha o subdesenvolvimento. É nesse sentido, que projetar um ecossistema significa aproximar pessoas que antes estavam distante e criar inúmeras conexões, a fim de que, entre as tantas conexões criadas, as pessoas encontrem a oportunidade certa para que seu negócio, ideia, capital, conhecimento, possa florescer e a inovação possa acontecer.

Elementos
do Ecossistema

Integrando as referências de Munroe (2016), Isenberg (2009, 2010, 2011, 2015), Cukier, Kon e Krueger (2015), Hwang, Horowitt (2012) e Munroe e Westwind (2008), elaboramos o seguinte mapa de composição com os principais elementos do ecossistema.

CAPITAL:
são os diversos tipos de investidores (investidor-anjo, fundo de capital de risco, as próprias famílias) e de financiadores (bancos, agências de fomento, programas de subsídios).

POLÍTICA:
é composta pelos diversos atores das esferas de Governo. Os atores políticos devem atuar os orquestradores do ecossistema desenvolvendo políticas e programas, melhorando o arcabouço legal para o setor, desburocratizando, dando apoio institucional, levantando ou aplicando capital, incentivando pesquisa e desenvolvimento etc.

CAPITAL:
são os diversos tipos de investidores (investidor-anjo, fundo de capital de risco, as próprias famílias) e de financiadores (bancos, agências de fomento, programas de subsídios).

POLÍTICA:
é composta pelos diversos atores das esferas de Governo. Os atores políticos devem atuar os orquestradores do ecossistema desenvolvendo políticas e programas, melhorando o arcabouço legal para o setor, desburocratizando, dando apoio institucional, levantando ou aplicando capital, incentivando pesquisa e desenvolvimento etc.

CULTURA:
fator crítico para o sucesso do ecossistema por
ser a receita de como os elementos do ecossistema
se combinam. Os governos ao redor do mundo não
conseguem recriar o Silicon Valley porque copiam
os elementos. E o que precisa ser “copiado” é a
cultura. Os elementos dessa cultura da inovação
são: tolerância ao erro e ao risco, colaboração,
enaltecimento e reconhecimento dos
empreendedores, histórias de sucesso de
empreendedores que nasceram do ecossistema,
criatividade, experimentação.

CULTURA:
fator crítico para o sucesso do ecossistema por ser a receita de como os elementos do ecossistema se combinam. Os governos ao redor do mundo não conseguem recriar o Silicon Valley porque copiam os elementos. E o que precisa ser “copiado” é a cultura. Os elementos dessa cultura da inovação são: tolerância ao erro e ao risco, colaboração, enaltecimento e reconhecimento dos empreendedores, histórias de sucesso de empreendedores que nasceram do ecossistema, criatividade, experimentação.

CAPITAL HUMANO:
são as pessoas com as habilidades necessárias
para que as inovações aconteçam.
Empreendedores, talentos técnicos e criativos,
professores e pesquisadores, inventores.
Eles são provenientes da Academia, de outras
instituições de ensino e das empresas estabelecidas.

CAPITAL HUMANO:
são as pessoas com as habilidades necessárias para que as inovações aconteçam. Empreendedores, talentos técnicos e criativos, professores e pesquisadores, inventores. Eles são provenientes da Academia, de outras instituições de ensino e das empresas estabelecidas.

SUPORTE:
Organizações integrativas (que dão suporte
e oferecem conexão aos empreendedores, como os
Centros de Inovação),serviços de suporte a negócios
(como associações comerciais, federações,
contadores, advogados, assessoria de imprensa
especializada), Orientação (coaching, mentoria,
consultoria), Infraestrutura (telecomunicações,
energia, transporte, segurança, distritos,
condomínios especializados)

SUPORTE:
Organizações integrativas (que dão suporte e oferecem conexão aos empreendedores, como os Centros de Inovação),serviços de suporte a negócios (como associações comerciais, federações, contadores, advogados, assessoria de imprensa especializada), Orientação (coaching, mentoria, consultoria), Infraestrutura (telecomunicações, energia, transporte, segurança, distritos, condomínios especializados)

MERCADO:
consumidores iniciais (early costumer) que vão
criticar e validar o produto e redes sociais
e profissionais (que vão fornecer
informações e conexões importantes).

MERCADO:
consumidores iniciais (early costumer) que vão criticar e validar o produto e redes sociais e profissionais (que vão fornecer informações e conexões importantes).

Indicadores

As Regras do Ecossistema de Inovação 

Não haverá sucesso para os ecossistemas ou ambientes de inovação sem que passem por um caminho: o da mudança de cultura e de valores coletivos.

Esses novos valores apontam na direção da confiança, da colaboração, da coragem (para trabalhar no risco) e, principalmente, da ideia de que as regras dos outros sistemas não valem tanto para os sistemas de inovação. Títulos acadêmicos e hierárquicos, por exemplo, valem menos do que talento criativo, liderança ou contribuições à comunidade. As coisas pesam diferente aqui.

Para ajudar nesse ponto crítico, juntamos as referências do Guia de Implantação dos Centros e preparamos um conjunto de “regras” ou mantras que devem ser disseminados em todas os lugares que desejam ser considerados ecossistemas de inovação bem-sucedidos.

Em sua obra, “Floresta Tropical: como construir o próximo Vale do Silício”, (tradução livre), Hwang e Horowitt (2012) sugerem que, ao se tornar parte de alguma comunidade de inovação, toda pessoa se comprometa com ela e materialize isso por meio de um contrato social simbólico. Veja nossa versão de Contrato Social do Ecossistema.

Você pode baixar o pdf e aplicar com as pessoas que fazem parte da sua comunidade.

Ecossistema Catarinense de Empreendedorismo e Inovação

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